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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Amandinha vs. LoÇaum




Amandinha também era chamada de Mandy, Manda ou Amandita´s.

Na faculdade onde estudava tinha um "nome": LoÇaum.

Às vezes LoÇaum ficava perdida por não saber quem era.

Apenas sabia que Manda era uma outra pessoa e LoÇaum era outra.

Amanda conseguia esconder todos os medos, sua baixa auto-estima e suas inseguranças por trás da graduanda LoÇaum.

LoÇaum bebia, ria, conversava com todos, era linda, ficava com muitos meninos e muitos outros a desejavam.

Quando voltava pra sua cidade (alguns finais de semana) LoÇaum virava Amanda e Mandy se perdia nos seus anseios (já que eram camulhados pelo seu outro "lado").

"Amandinha, querida, vem. Vem, amor, que o almoço tá na mesa." - Gritava jeitosamente sua mãe.

Ela gostava desses agradinhos, mas ao mesmo tempo isso a irritava profundamente.

"Puxa, manhê. Não gosto de ter horário de final de semana pra nada. E pára de me tratar como se eu fosse sua filhinha."

"Quer saber, Amanda Josiane (sim, ela tinha nome duplo!E, sim! Era horripilante)? Acho que a faculdade está fazendo mal pra você. Acho que deveria parar com isso, sabe? Pra quê raios você vai se formar? Podia muito bem me ajudar na lojinha de roupas e biju. Gasta nosso dinheiro e ainda volta desse jeito."

Amandita´s levanta calada, pois já sabia decor e salteado a ladainha de sua mãe, e vai pro clube da cidade, onde sabia que podia encontrar Liliane e a turminha.

Gostava muito de Lily, mas ficava triste em perceber que ambas seguiam caminhos muito diferentes e isso refletia no modo como cresciam, amadureciam e pensavam.

Percebia que cada vez mais se identificavam menos.

Já não se sentia mais pertencente àquela cidadezinha.

"Quando eu me formar, o que será de mim? Pra cá não volto nem m-o-r-t-a."

Enquanto Amanda cada vez mais desaparecia em LoÇaum, LoÇaum cada vez mais se perdia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lá está ou já esteve?



Lá está Ângela...anjinho ou será já um trambolho?

Com 30 anos passados, está ali perdida.

Vem em sua mente aquela famosa frase de Chapolin: E AGORA? QUEM PODERÁ ME AJUDAR?

Anjinha cai em si e vê que sua vida é real e na REALIDADE mais crua e nua da coisa a muleta emocional não existe.

Ninguém irá te ajudar a não ser você mesma, Ângela.

Um anjo ou um demônio da falta de esperança?

Ouve uma música do Bon Jovi e se identifica: IF I JUST BELIEVE IN ANGELS...

Desacreditada de tudo, desata a chorar enquanto dirige. Para esconder seus olhos marcados de tristeza e suas lágrimas que marcavam aquele estado inanimado...apenas dirigia sem rumo...já que não via mais caminho a percorrer.

Faz tempo que luta do seu jeito. Faz tempo que está cansada. Faz tempo que está perdida.

É capaz de um ser humano se achar?

Será ela capaz de se achar? Sinceramente eu não acho, Ângela. Quer saber? Te venci me PERDENDO mais do que você PODERIA.

Se pergunte...UM DIA já conquistou algo?